#MovendoDinheiro no #MercadoLivre

domingo, 17 de agosto de 2025

Saúde dos Idosos e Medicamentos que podem provocar Tontura. Pressão Ortostática.



 Pressão ortostática (também chamada de hipotensão postural) é a queda da pressão arterial ao se levantar, podendo causar tontura, desequilíbrio ou até desmaio.

Diversos medicamentos podem precipitar ou piorar essa condição — alguns pelo efeito direto na pressão, outros por alterar o equilíbrio ou causar sedação.

Vou organizar por classes:


1️⃣ Medicamentos que mais frequentemente causam hipotensão ortostática

(aumentam o risco de queda de pressão ao se levantar)

Anti-hipertensivos e vasodilatadores

  • Alfa-bloqueadores: doxazosina, prazosina, terazosina, tamsulosina.

  • Betabloqueadores: propranolol, atenolol, carvedilol.

  • Bloqueadores dos canais de cálcio (principalmente verapamil e diltiazem).

  • Nitratos: isosorbida, nitroglicerina.

  • Inibidores da ECA e BRA: enalapril, losartana (menos comuns, mas possíveis).

  • Diuréticos: furosemida, hidroclorotiazida, espironolactona (por desidratação ou perda de sódio).

Medicamentos para Parkinson

  • Levodopa e combinações com carbidopa ou benserazida.

  • Agonistas dopaminérgicos: pramipexol, ropinirol.

  • Inibidores da MAO-B: selegilina, rasagilina.

Antidepressivos e ansiolíticos

  • Tricíclicos: amitriptilina, nortriptilina, imipramina.

  • ISRS/ISRSN: sertralina, venlafaxina, duloxetina (menos comuns, mas descritos).

  • Inibidores da MAO clássicos: tranilcipromina.

  • Benzodiazepínicos: diazepam, lorazepam, clonazepam (pelo efeito sedativo e relaxante muscular).

Antipsicóticos

  • Clássicos: haloperidol, clorpromazina.

  • Atípicos: quetiapina, olanzapina, risperidona, clozapina.

Outros

  • Opiáceos: morfina, codeína, tramadol.

  • Álcool e canabinoides.

  • Alguns antiarrítmicos (amiodarona, sotalol).


2️⃣ Medicamentos que afetam equilíbrio e aumentam risco de quedas

(mesmo sem alterar muito a pressão)

  • Sedativos-hipnóticos: zolpidem, benzodiazepínicos, barbitúricos.

  • Antiepilépticos: fenitoína, carbamazepina, valproato, gabapentina, pregabalina.

  • Antihistamínicos de 1ª geração: difenidramina, prometazina.

  • Quimioterápicos neurotóxicos: cisplatina, paclitaxel (por neuropatia periférica).

  • Alguns antibióticos: aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina) — podem lesar o labirinto (ototoxicidade).


3️⃣ Mecanismos envolvidos

  • Vasodilatação → sangue se acumula nas pernas ao ficar de pé.

  • Redução da contratilidade cardíaca.

  • Bloqueio reflexo simpático (impedindo aumento rápido da pressão).

  • Sedação e ataxia → prejudicam coordenação motora e equilíbrio.

  • Lesão vestibular (ototoxicidade).


Importante:

  • O risco é maior em idosos, pessoas desidratadas ou em uso de múltiplos medicamentos dessas classes.

  • Sempre que possível, a troca de dose, ajuste do horário ou substituição do fármaco pode reduzir o risco.

  • Sintomas como tontura, visão turva, fraqueza ou quedas frequentes devem ser avaliados rapidamente.


Segue a bibliografia e as tags otimizadas para SEO.


Bibliografia

  1. Freeman, R. Clinical practice. Neurogenic orthostatic hypotension. N Engl J Med. 2008;358:615–624. doi:10.1056/NEJMcp074193.

  2. Moya, A., et al. Guidelines for the diagnosis and management of syncope. Eur Heart J. 2009;30(21):2631–2671. doi:10.1093/eurheartj/ehp298.

  3. Kaufmann, H., Norcliffe-Kaufmann, L., Palma, J.A. Baroreflex Dysfunction. N Engl J Med. 2020;382:163-178. doi:10.1056/NEJMra1509723.

  4. Ricci, F., et al. Drug-Related Orthostatic Hypotension: Beyond Anti-Hypertensive Medications. Drugs Aging. 2015;32(9):747-758. doi:10.1007/s40266-015-0294-6.

  5. Lipsitz, L.A. Orthostatic hypotension in the elderly. N Engl J Med. 1989;321:952–957. doi:10.1056/NEJM198910053211407.

  6. Low, P.A., Singer, W. Management of neurogenic orthostatic hypotension: An update. Lancet Neurol. 2008;7(5):451-458. doi:10.1016/S1474-4422(08)70088-7.





sexta-feira, 8 de agosto de 2025

26ª Aula: A Cannabis sativa L. e o Transtorno do Déficit de Atenção - TDAH Dr. Wilson Lessa



cb1medical.com/2025/04/0...

Resumo – 26ª Aula: Cannabis sativa L. e o Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH)

Com: Dr. Wilson Lessa
Disponível no YouTube: MovReCam (YouTube, YouTube)

O que você precisa saber:

  • O que é TDAH?
    É um transtorno neurodesenvolvimental que afeta a atenção, o controle dos impulsos e o nível de atividade. Pode causar impactos na escola, no trabalho e nas relações sociais.

  • Por que estudar cannabis nisso?
    Pesquisas sugerem que o sistema endocanabinoide (SEC) — uma rede de receptores no corpo que a cannabis pode influenciar — pode ajudar a regular neurotransmissores ligados à atenção e ao comportamento impulsivo, como dopamina e GABA (Scribd).

  • O que os estudos mostram (com cautela):

    • Em experimentos com ratos, a administração de CBD ajudou a reduzir a hiperatividade e a impulsividade, embora a atenção não tenha melhorado muito (Scribd).

    • Em um estudo clínico com spray (Sativex®, combinação de THC e CBD), houve melhora nos sintomas de hiperatividade e impulsividade, com boa tolerância ao uso (Scribd).

    • Um caso individual de um adulto que experienciou melhora significativa no foco e na organização após usar cannabis medicinal, conseguiu até interromper outros medicamentos (Scribd).

  • O que Dr. Lessa deixa claro:

    • Ainda faltam evidências sólidas, mas há relatos promissores.

    • A cannabis pode ser uma ferramenta para alguns casos, especialmente quando tratamentos convencionais falham ou provocam efeitos colaterais.

    • O importante é que qualquer uso seja feito com acompanhamento médico especializado.

Frase-chave da aula:

“A cannabis pode trazer equilíbrio para quem vive em constante desatenção e impulsividade — mas deve ser usada com responsabilidade e orientação técnica.”


📚 Bibliografia Sugerida

  1. Lessa, W. (2022). TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (2ª ed.). Manole.
    – Obra referência no Brasil sobre TDAH, escrita pelo próprio palestrante.

  2. Batalla, A., Bhattacharyya, S., & Fusar-Poli, P. (2013). Cannabis use and attention deficit/hyperactivity disorder: a systematic review and meta-analysis. Journal of Psychopharmacology, 27(8), 763–770.
    DOI: 10.1177/0269881113495110

  3. Strohbeck-Kuehner, P., Skopp, G., & Mattern, R. (2008). Therapy of attention deficit hyperactivity disorder with cannabinoids. Cannabinoids, 3(1), 1-3.
    – Estudo de caso que mostrou melhora de sintomas de TDAH com uso de cannabis medicinal.

  4. Cooper, R. E., Williams, E., Seegobin, S., Tye, C., Kuntsi, J., & Asherson, P. (2017). Cannabinoids in attention-deficit/hyperactivity disorder: A randomized-controlled trial. European Neuropsychopharmacology, 27(8), 795–808.
    DOI: 10.1016/j.euroneuro.2017.05.005
    – Estudo clínico com o uso de Sativex® (THC/CBD) em adultos com TDAH.

  5. Pacher, P., Bátkai, S., & Kunos, G. (2006). The endocannabinoid system as an emerging target of pharmacotherapy. Pharmacological Reviews, 58(3), 389–462.
    DOI: 10.1124/pr.58.3.2
    – Explica a base neurobiológica do sistema endocanabinoide, fundamental para compreender como a cannabis pode atuar em quadros como o TDAH.

  6. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). (2019). RDC Nº 327, de 09 de dezembro de 2019.
    – Regula a fabricação, importação e prescrição de produtos à base de Cannabis no Brasil.
    Disponível em: https://www.gov.br/anvisa